sábado, 16 de fevereiro de 2013

Peru - Como ser feliz em Machu Picchu (parteIII)


Nascer do sol em Machu Picchu
Acordamos às 4h da manhã para conseguir a senha que nos
 permitiu subir o Waynapicchu
Conhecer Machu Picchu era um sonho de adolescência. Esse sonho foi realizado em julho de 2010 quando pegamos nossas mochilas, saímos de Brasília, de avião, chegamos em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, e de lá, até a cidade sagrada dos Incas, de ônibus e trem, mochilando e vivendo várias aventuras.


Se você estiver indo direto para Cuzco, o melhor é se preparar para enfrentar o mal da altitude. No aeroporto de Lima, já procure uma farmácia para comprar a soroche pills que ajuda a evitar o mal de altitude...comece a tomar em Lima mesmo....outra coisa, tome chá de coca que também ajuda a minimizar o mal de altitude.

No dia marcado para sairmos de Cuzco para o vale sagrado dos Incas e depois Machu Picchu aconteceu uma greve geral e só saímos depois do almoço. A apreensão de não chegarmos a tempo em Ollantaytambo para pegar o trem que nos levaria a Aguas Calientes (onde dormimos) e em Machu Pichu no dia seguinte foi grande.

Ollanta é super pequena, linda e vale a pena. Fomos de carro até lá para pegar o trem para Machu Picchu. Tem um boteco chamado Quechua Blues Bar numa ruela sem asfalto onde comemos o melhor sanduíche da viagem.

Mas, no final, deu tudo certo. Pegamos o trem e dormimos em Aguas Calientes, de onde saímos às 4h da manhã para pegar o ônibus que faz a subida cheia de zigue zague...quando entramos na cidade sagrada eu comecei a chorar, por não acreditar estar realizando esse sonho! Fantástico! Corremos para a fila que distribuia as senhas para subir o Waynapicchu...se não me engano são apenas 400 pessoas por dia. Conseguimos a nossa e aí a ficha caiu...estávamos em Machu Picchu!


Depois de algumas horas subindo a escada inca, chegamos ao topo do Wayna: 2634 metros

No topo, vemos Machu Picchu lá embaixo, forma de pássaro
Casa na cidade sagrada

Llama, um parente distante
Templo do sol

Quando você decidir conhecer Machu Picchu, o ideal é fechar o mais rápido possível o pacote para a cidade sagrada, pois as passagens de trem podem acabar. O melhor é sair de Cuzco rumo ao vale sagrado cedo, aproveitar os sítios arqueológicos durante o dia, pegar o trem à noitinha para chegar em Aguas Calientes, dormir lá e no outro dia pegar o onibus que te leva pra Machu Picchu cedo, tipo 4h ou 5h da manhã pra ver o sol nascer lá em cima.

A energia, as vibrações da cidade ainda vazia ao amanhecer são incomparáveis! Vale a pena ir cedo! Tivemos a sorte de pegar um típico dia de julho em Machu Picchu: sol, céu azul e um friozinho agradável.

Depois de fazer o passeio guiado, conhecer os vários templos e entender um pouco mais sobre como as pessoas viveram na cidade sagrada, subimos o Wayna Picchu com a sua escadaria infinita. Isso era umas 10h da manhã. A gente lá, sem ar, subindo na maior dificuldade e, de repente, passa um garoto quase correndo: "Meu Deus, de onde você é?", perguntamos. E ele: "sou peruano, claro!" e continuou a subir a escadaria rapidamente.

O legal é que muita gente que já tá no caminho contrário, na descida, vai te incentivando no caminho. "Falta pouco", é o que a gente mais ouvia. Quando chegamos lá em cima, ficamos sem ar. Porque lá tem pouco oxigênio, mas também porque a paisagem é magnífica: a cidade sagrada lá do alto tem formato de pássaro. Lindo demais!

Depois de um tempo admirando tudo lá de cima, descemos e ficamos passeando pela cidade, sentando dentro de lugares que outrora foi a casa de incas no auge do seu império.

Quando deu umas 16h, decidimos voltar para Aguas Calientes, pois o trem sairia às 18h30 da estação. Tivemos a fantástica ideia de descer toda a escadaria inca que leva até o rio Orubamba, a pé, sem pegar o confortável ônibus que havia nos levado até lá em cima. O caminho é bem íngreme e sinuoso, com uma escada infinita. Imagina os joelhos de quem desce uns 50 andares de escada? Assim, estavam os nossos! Depois de uma hora de descida constante ainda tivemos que caminhar uns 2 km pela estrada de terra até a estação de trem...a paisagem linda, o rio sinuoso nos acompanhando o tempo todo, mas se já estávamos mortos de ter subido a escadaria do Waynapichhu, ficamos destruídos no caminho de volta até Aguas Calientes.

Quer um conselho? Suba e desça de ônibus. A paisagem é linda, mas não vale a pena destruir os joelhos na escadaria sem fim... :)

Na estação, pegamos o trem direto para Cuzco que sai no fim da tarde. O bom é que você passa o dia em Machu Picchu e ainda aproveita a noite em Cuzco. Levamos um vinho pra tomar dentro do trem...e lanches pra comer em Machu Picchu durante o dia. Conhecemos um pessoal no trem e a conversa foi tanta que nem vimos o tempo passar.

Cuzco é o nosso caso de amor com uma cidade...muita coisa pra ver...o muro inca, museus, igrejas construídas sobre bases dos incas...a Plaza de Armas...além da comida boa, do pisco sour e do vinho peruano que tbm é delícia! Vai render um post a parte.

Empresa de trem: Peru Rail (http://www.perurail.com)
Se você quiser ler mais relatos sobre Machu Picchu, indico o site dos Mochileiros 
Um pouquinho de história: Machu Picchu, ou "velha montanha" na língua Quechua também é chamada de "cidade perdida dos Incas". Localizada no topo de uma montanha, a 2.400 metros de altitude, no vale do rio Urubamba, a cidade sagrada dos Incas foi construída no século XV, sob as ordens do Inka Pachacutek. A "descoberta" tardia de Machu Picchu, em 1911, fez com que a cidade permanecesse preservada. Há diversas teorias sobre a função de Machu Picchu, e a mais aceita afirma que foi um assentamento construído com o objetivo de supervisionar a economia das regiões conquistadas e com o propósito secreto de refugiar o soberano Inca e seu séquito mais próximo, no caso de ataque.” (Com informações do Wikipedia).

Leia mais:


*Todas as fotos são de Neblina Orrico/Ruthiere Carrijo. Peça autorização para usar. Obrigado.

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