sexta-feira, 11 de novembro de 2016

3º dia - Norte da Argentina: como ir até as Salinas Grandes, ao Cierro de los Siete Colores e compartilhar da grandeza da Pachamama



3º dia – Purmamarca – Cierro de los Siete Colores – 
Cuesta del Lipán – Salinas Grandes – Paseo de los Colorados




Cierro de Los Siete Colores, com a cidade de Purmamarca no pé da montanha

Terceiro dia no departamiento de Jujuy, norte da Argentina: um belo e longo dia pela frente! Saindo de Tilcara, estivemos primeiro na cidade de Purmamarca, que está a 30 km de Tilcara e muitas vezes é usada como base para fazer os demais passeios pela região.

Queríamos admirar as cores de mais uma montanha colorida, e logo pela manhã o brilho do Cierro de los Siete Colores é incrível já desde a estrada. Há um mirante no alto de uma montanha que fica em frente a cidade, talvez a melhor vista seja de lá.


É bem no alto!
A cidade de Purmamarca é bem bonitinha e o cerro fica por trás, logo atrás. Depois de apreciar um pouquinho a cidade, continuamos nosso caminho para as Salinas Grandes, o deserto de sal que fica na divisa de Jujuy com Salta.


Cuesta de Lipán: diacho de estrada cumprida...é bonito demais!


Tá vendo esse branco no fundo? São as Salinas Grandes
Pelo caminho é sempre a mesmíssima coisa: lindas, coloridas e imponentes montanhas. E ainda tinha o diferencial de curtir a Cuesta de Lipán – trecho bem sinuoso e de uma beleza assombrosa, que chega a mais de 4.000 metros de altitude.

É possível, quase obrigatório fazer muitas paradas para curtir o visual, mas fica aqui o alerta: é preciso ter muito cuidado na direção, pois as curvas estão literalmente à beira de vários precipícios. São cerca de 60 km entre Purmamarca e Salinas Grandes.

Importante dizer que não sentimos, praticamente, o mal da altitude. Chupamos balinhas de coca, mascamos as folhas, bebemos o chá e foi tudo tranquilo. Quem fica com dor de cabeça ou outros sintomas, pode tomar aspirinas, que ajudam a diminuir o mal estar.

No deserto de sal, tentando umas fotos legais

Depois de 60km, chegamos à Salinas Grandes... uauuu!!!! A estrada passa no meio do salar e, por isso mesmo, a parte mais próxima da pista fica meio suja.

O deserto de sal da Argentina não é tão clarinho quanto àqueles das fotos de salares na Bolívia, por exemplo. Mas, é lindo! E mesmo não sendo claro como a neve, leve seus óculos escuros, peça fundamental.

Levamos acessórios (leia-se: os brinquedos da Duna) para tirar aquelas fotos malucas, mas não acertamos muito, estava ventando demais!


Olha a onça!

Há a opção, que considero imperdível, de fazer um passeio até os ojos del salar, por apenas 200 pesos. O passeio é com um guia local, geralmente um indígena que vive na região. Nossa guia era um pouco tímida, mas foi ótima. Nos contou algumas histórias, inclusive sobre a possibilidade de o governo da Argentina vender o salar para empresas asiáticas que pretendem explorar as reservas de lítio no local.

Infelizmente, tal decisão pode acabar com o salar. A exploração do lítio contamina tanto o sal quanto a água e as famílias que sobrevivem da exploração do sal que é retirado artesanalmente das Salinas Grandes vai perder mais essa para a ganância do capitalismo.


Ojos del Salar
Voltando...Os ojos del salar são piscinas naturais de água  transparente e salgada que estão por todo o salar.... é um passeio guiado, por vários motivos, que o guia te explica durante o tour.

O visual é intrigante.

As piscinas super azuis no meio de um salar, entre montanhas que circundam as salinas, baixo um céu de brigadeiro, é um cenário que merece muito ser visitado.

A guia nos explicou que quanto mais pro final da tarde, mais vento. Então recomendo fazer o passeio entre 12h e 15h. Ótimo que saindo de lá umas 15h dará tempo suficiente pra chegar em Purmamarca e fazer o Paseo de los Colorados.




Love no sal!


Ojos del Salar
De volta a Purmamarca, estivemos na feirinha de artesanato e fizemos o Paseo de Los Colorados – que consiste em dar uma volta em torno do Cerro de los Siete Colores.





É muito lindo também, e melhor ser apreciado na parte da tarde, por conta da incidência solar. O passeio pode ser feito à pé ou de carro. É uma boa caminhada.



Depois, no finalzinho de tarde aproveitar para caminhar pela linda Purmamarca, por sua praça, talvez comprar uma lembrança na feira de artesanato.



Para a noite, programamos ir à Peña de Carlitos, claro! Mas acabamos nos atrasando e chegamos à peña só 20h30 e já estava lotado!! Fomos então, por recomendação da pousada, ao restaurante Chuska e aproveitamos muito a boa comida. Depois contamos mais!

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